Do tempo que servi missão guardo boas memórias, principalmente dos amigos que fiz. No entanto, alguns já têm partido para junto do Pai Celestial. Primeiro foi a minha querida e doce irmã Rosa. Nós vivíamos em casa daquela irmã maravilhosa, sempre bem disposta com um sorriso contagiante, amável com todos e saudosa do seu marido que faleceu muito novo. Natural de Castelo Branco, foi parar ao Cartaxo por causa do trabalho do marido. Depois que este faleceu teve que se tornar numa lutadora: tirou a carta de condução, tirou curso de esteticista/massagista e foi à luta. Lutou e teve êxito e o melhor de tudo é que conheceu a Igreja de Jesus Cristo, aceitou-a e foi batizada. Até ao seu leito de morte frequentou a igreja e tinha como seus filhos queridos os missionários que ela tanto amava e cuidava. Depois da missão telefonamos algumas vezes uma para outra, principalmente quando soube que estava gravemente doente. Mas o tempo passou como se só de um dia fosse, e quando um dia finalmente fui lá bater-lhe à porta...aquela já não era a sua morada, mas sim nos braços de Deus. Para mim foi um choque, entrar naquela casa, que um dia foi minha também, ver tantas recordações e emoções, mas a alegria, as garagalhadas, os seus passarinhos e a sua fruta sempre fresquinha não estavam lá. Chorei tanto, tanto todo o caminho para casa. Chorei de alegria por a ter conhecido, mas de raiva de mim mesma por não ter telefonado mais, de não ter sido uma boa amiga.
Depois, foi a minha querida Isabel de Azeitão. Membro da Igreja exemplar, super mãe, mal compreendida pela família não membro, mas cheia de amor para dar. Cada vez que falámos da sua boca só saíam palavras de louvor a Deus, bençãos infinitas ela contava. Tantas vezes nos confortávamos uma à outra e sempre saíamos mais fortalecidas. Todas estas conversas eram pela internet. Mesmo distantes, o nosso laço era forte. Tantas vezes me dizia para ir vistá-la, tantas vezes... até que perto da Páscoa ela faleceu num violento acidente de viação. Que dor eu senti...Mas querida amiga, tenho na memória as vezes que como missionária fomos a tua casa, no teu olhar brilhante ao embrulhares Livros de Mórmon para darmos aos teus vizinhos. Eras tão valente que Deus queria-te com Ele. Espqero pelo dia que eu puder abraçar-te e pedir-te desculpa por não te ter ído visitar.
E agora o jovem Kevin Santos, filho de uma das famílias mais queridas que conheci na missão. Lembro-me de ir lá a casa nas vésperas de Natal, o cheirinho de Natal por toda a casa, e vimo-los a irem para o Norte para as férias de Natal.
Este post não é para ficarmos triste e chorarmos a morte, mas sim para celebrar a vida daqueles que tanto amamos e partem para junto do Criador dos nossos Espíritos.
E eu sou mais feliz e completa porque vos conheci. Obrigado.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário